segunda-feira, 22 de abril de 2013

cristianismo.png

II SIMPÓSIO CRISTIANISMO E INTERPRETAÇÕES
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE PESQUISA BÍBLICA
REGIONAL NORDESTE - 2013

REALIZAÇÃO
Grupo de Pesquisa Cristianismo e Interpretações – Universidade Católica de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação (Mestrado) em Ciências da Religião da UNICAP
APOIO
PROCAD NF – Programa de Cooperação Acadêmica Novas Fronteiras
OBJETIVO
Partilhar estudos, por meio de comunicações, sobre o cristianismo em sua pluralidade de manifestações.

LOCAL E DATA
Universidade Católica de Pernambuco, Auditório do CTCH, primeiro andar de Bloco B.
Dias 25 e 26 de abril de 2013

PROGRAMAÇÃO
DATA / HORÁRIO
ATIVIDADE
Quinta-feira
25 de abril
A partir das 15h30
Inscrição Gratuita – 1º ANDAR DO BLOCO B – em frente ao Auditório do CTCH


17h30 às 19h30

Mesa 1 – Coordenação: Prof. Dr. Cláudio Vianney Malzoni (UNICAP)
Prof. Dr. Isidoro Mazzarolo (PUC-Rio  / Secretário Nacional da ABIB)
Jesus e a física quântica
Uma religião sem a espiritualidade é uma ideologia. O artigo propõe uma reflexão sobre os caminhos e sobre os descaminhos das religiões e os perigos que envolvem as mesmas quando se apresentam sem a raiz comum e integradora que é a espiritualidade. Mostramos como podem ser feitas as distinções entre religião e espiritualidade e os desvios pelos quais as religiões podem estar sujeitas quando fundamentadas em ritos e significados que as distinguem uma da outra e, que por isso, em lugar de manifestar a beleza da diversidade, podem justificar ideologias de dominação, segregação e discórdias. Na teoria da rede da Física Quântica estão as metáforas do corpo e da árvore nos ensinamentos de Jesus e na autopoésis  está o perdão como pedagogia da reinclusão.

Prof. Dr. Flavio Schmitt (Faculdades EST, RS).
TEMA: Interpretação bíblica e Lutero
RESUMO: Na medida em que a tradição cristã passou a considerar os textos em circulação nas primeiras comunidades como Escritura, e mais tarde, como Escritura Sagrada, aos poucos também precisou estabelecer critérios de interpretação. Num primeiro momento, esta necessidade foi solucionada com as decisões sobre os principais artigos de fé e pela formação do cânon do Novo Testamento. No entanto, com o Movimento da Reforma surge uma série de questões relacionadas com o texto do Novo Testamento e sua interpretação. Neste contexto de polêmicas e disputas eclesiásticas estão alocadas as contribuições à interpretação bíblica de Lutero, Zwinglio, Calvino. O presente estudo investiga questões de interpretação da Bíblia e apresenta a contribuição de Lutero à interpretação, bem como discute critérios luteranos de interpretação bíblica.

Sexta-feira
26 de abril
14h às 17h
Sessão de comunicações
(As comunicações serão feitas por pós-graduandos e pós-graduados em Ciências da Religião)

17h30 às 19h30

Mesa 2 – Coordenação: Prof. Dr. João Luiz Correia Júnior (UNICAP)
Prof. Dr.Valmor da Silva (PUC-Goiás / Presidente da SOTER – Sociedade de Teologia e Ciências da Religião)
TEMA: O GOSTO DE JESUS PELOS PROVÉRBIOS
RESUMO: Analisa diversos aspectos do uso de provérbios atribuídos a Jesus, segundo os Evangelhos. Distingue a identificação de Jesus como “a Sabedoria” (sofia ou logos) ou como “filho da Sabedoria” da outra identificação de Jesus como sábio popular, contador de parábolas, ditos e provérbios. Exemplifica o uso de provérbios por Jesus, no contexto existencial, com a finalidade de provocar e sacudir seus ouvintes. Ora Jesus cita provérbios do Antigo Testamento, como “Porque os retos habitarão a terra” (Pr 2,21) em “Felizes os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5,4). Ora cita provérbios de outras literaturas, como “Médico, cura-te a ti mesmo” (Lc 4,23). Ora compõe seus próprios ditos, como se supõe na maioria dos casos, mas é difícil identificar. Jesus parte de provérbios, com frequência, para compor suas parábolas, como no caso “Quando vem a tormenta, desaparece o ímpio” (Pr 10,25) para a parábola da casa construída sobre a rocha (Mt 7,24-27). O sentido dos provérbios é intensificado através do paradoxo (antítese), como em “Quem procurar ganhar sua vida, vai perdê-la, e quem a perder vai conservá-la” (Lc 17,23) e da hipérbole (exagero), como em “É mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino de Deus” (Mc 10,25). Com frequência, os ditos de Jesus são associados ao humor e ao sarcasmo, como em “Condutores cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo” (Mt 23,24).

Prof. Dr. Pedro Lima Vasconcelos (UFAL, Alagoas)
TEMA: E Lucas chegou à Arábia: releituras corânicas de narrativas cristãs sobre os nascimentos de João e de Jesus
RESUMO: A partir dos inegáveis paralelos entre o que se lê na Surata 19 do Corão (sugestivamente apelidada de “Maria”) e nos dois primeiros capítulos do Evangelho segundo Lucas, a respeito dos nascimentos de João Batista e de Jesus, a presente comunicação se permite levantar algumas questões para debate, relativas: a) a trajetórias pouco conhecidas do cristianismo dos primeiros séculos; b) a matrizes de origem judaica e cristã no surgimento do Islamismo e à elaboração do Corão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário